terça-feira, 5 de maio de 2009

Orixás pouco cultuados

AAAJÁ : Está ligado à floresta, é aquela que ensina o uso das ervas.
ABÉ : É cultuado na Casa Grande das Almas das Minas, no Maranhão, é irmã gêmea de BADÉ, no Jêje é chamado de AGBÈ.
AFÉFÉ : Deusa dos ventos, Deusa Yorubá. Se relaciona com Oyá.
AFOMAN: Deus da varíola, responsável pelas epidemias.
AJÉ XALUGÃ : O escolhido de Olorum, representa riqueza e sucesso. Quando grande soma de dinheirotem que ser obtida é feito apelo à este Orixá.
AJÁ : É um Orixá que comenda o vento e possui uma força extraordinária. As pessoas desse Orixá fazem sacrifícios de animais e festejos separados dos demais.
AGEMÓ : É um tipo de Orixá comum entre Ijébû e Agoiwóye.
AZAMODÔ : Cultuado no Jêje. No seu dia é realizada uma grande festa (6 de Janeiro). Nessa festa, todos os iniciados devem usar roupa branca. As mulheres trazem na cabeça travessas e gamelas de barro repletas de frutas, que são colocadas nos pés das árvores correspondentes. Todos devem comer frutas. Não há sacrifício de animais.
APAOKÁ : Orixá que tem o seu corpo em forma de árvore, é o senhor da jaqueira. Segundo algumas lendas gerou Oxossi. È muito confundido com Irôko.
AXABÓ : Orixá feminino da família de Xangô, usa vestimentas nas cores vermelho e branco (podendo ser estampado). Usa sempre pano da costa. Traz na mão uma lira.
AÍZA : É o vodum da morte. O seu assentamento é enterrado o mais fundo possível, ou tapado com cimento, de forma que ninguém tenha acesso. Esta entidade também protege aqueles que trabalham no comércio, seu assentamento é fundamentado com sangue humano. Seu ferro é uma foice.
AFREKUETÊ : ou AWEREKUETÉ. Deus da abertura dos caminhos, divindade africana, cujo culto é mais freqüente no Jêje. Tem ligação com Kevioso.
AIDOVEDÔ : Pertence ao culto da Dã.
AKONKORÊ : È assentado na cajazeira sagrada. Cultuado na Casa Grande das Minas do Maranhão.
AKÔSSAPATÁ : No nosso culto corresponde a Sakpatá.
BAIANNI ou BANHANI : Tem ligação com Xangô. Suas vestimentas são parecidas com a de Xangô, traz também um adé de búzios, de modo que fica desproporcional com a cabeça do Iaô.
BADÉ : Ele é o filho de Sogbo. È considerado príncipe. Usa roupa colorida com predominância de branco e vermelho, usa também um gorro na cabeça.
BALUFON ou BALUFAN : deus inventor da tecelagem.
BOSSÚKO ou POSSÚ : Pertence a família chamada Dambirá, ligada à terra. É muito perigoso.
DOSÚ ou DOSÚPE : Pertence à família dos antepassados.
YAMI OXORONGÁ : É um Orixá terrível ao qual devemos o máximo de respeito. Sua representação na África é através de um pássaro africano. YAMI emite sons assustadores, de onde vem o seu nome. Ao se falar nesse Orixá deve-se fazer reverência. Como dona da barriga humana ela é terrível em suas cobranças. É considerada uma bruxa e um pássaro ao mesmo tempo, seu símbolo é uma coruja.

Iyami Oshorongá é o termo que designa as terríveis ajés, feiticeiras africanas, uma vez que ninguém as conhece por seus nomes. As Iyami representam o aspecto sombrio das coisas: a inveja, o ciúme, o poder pelo poder, a ambição, a fome, o caos o descontrole. No entanto, elas são capazes de realizar grandes feitos quando devidamente agradadas. Pode-se usar os ciúmes e a ambição das Iyami em favor próprio, embora não seja recomendável lidar com elas.

O poder de Iyami é atribuído às mulheres velhas, mas pensa-se que, em certos casos, ele pode pertencer igualmente a moças muito jovens, que o recebem como herança de sua mãe ou uma de suas avós. Uma mulher de qualquer idade poderia também adquiri-lo, voluntariamente ou sem que o saiba, depois de um trabalho feito por alguma Iyami empenhada em fazer proselitismo.

Existem também feiticeiros entre os homens, os oxô, porém seriam infinitamente menos virulentos e cruéis que as ajé (feiticeiras). Ao que se diz, ambos são capazes de matar, mas os primeiros jamais atacam membros de sua família, enquanto as segundas não hesitam em matar seus próprios filhos. As Iyami sao tenazes, vingativas e atacam em segredo. Dizer seu nome em voz alta é perigoso, pois elas ouvem e se aproximam pra ver quem fala delas, trazendo sua influência.

Iyami é freqüentemente denominada eleyé, dona do pássaro. O pássaro é o poder da feiticeira; é recebendo-o que ela se torna ajé. É ao mesmo tempo o espírito e o pássaro que vão fazer os trabalhos maléficos.

Durante as expedições do pássaro, o corpo da feiticeira permanece em casa, inerte na cama até o momento do retorno da ave. Para combater uma ajé, bastaria, ao que se diz, esfregar pimenta vermelha no corpo deitado e indefeso. Quando o espírito voltasse não poderia mais ocupar o corpo maculado por seu interdito.

Iyami possui uma cabaça e um pássaro. A coruja é um de seus pássaros. É este pássaro quem leva os feitiços até seus destinos. Ele é pássaro bonito e elegante, pousa suavemente nos tetos das casas, e é silencioso.

"Se ela diz que é pra matar, eles matam, se ela diz pra levar os intestinos de alguém, levarão".

Ela envia pesadelos, fraqueza nos corpos, doenças, dor de barriga, levam embora os olhos e os pulmões das pessoas, dá dores de cabeça e febre, não deixa que as mulheres engravidem e não deixa as grávidas darem à luz.

As Iyami costumam se reunir e beber juntas o sangue de suas vítimas. Toda Iyami deve levar uma vítima ou o sangue de uma pessoa à reunião das feiticeiras. Mas elas têm seus protegidos, e uma Iyami não pode atacar os protegidos de outra Iyami.

Iyami Oshorongá está sempre encolerizada e sempre pronta a desencadear sua ira contra os seres humanos. Está sempre irritada, seja ou não maltratada, esteja em companhia numerosa ou solitária, quer se fale bem ou mal dela, ou até mesmo que não se fale, deixando-a assim num esquecimento desprovido de glória. Tudo é pretexto para que Iyami se sinta ofendida.

Iyami é muito astuciosa; para justificar sua cólera, ela institui proibições. Não as dá a conhecer voluntariamente, pois assim poderá alegar que os homens as transgridem e poderá punir com rigor, mesmo que as proibições não sejam violadas. Iyami fica ofendida se alguém leva uma vida muito virtuosa, se alguém é muito feliz nos negócios e junta uma fortuna honesta, se uma pessoa é por demais bela ou agradável, se goza de muito boa saúde, se tem muitos filhos, e se essa pessoa não pensa em acalmar os sentimentos de ciúme dela com oferendas em segredo. É preciso muito cuidado com elas. E só Orunmilá consegue acalmá-la.

Fonte: As Senhoras do Pássaro da Noite

IYA : É uma Deusa cultuada pelos negros da nação Grunci. O assentamento dessa deusa é feito em um tanque, com conchas e caramujos, além de quartinhas de porcelana.
LISSA : É considerado Vodun pertence a família do raio.,
MAWU : Possui uma parte feminina e outra masculina, o seu par feminino é LISSA. Para alguns as duas partes são gêmeas, uma corresponde à Lua outra ao Sol, filhos de uma divindade suprema ANABIOLÁ.
POLIBOZI : Vodun cultuado na Casa Grande das Minas, no Maranhão, cujo pai é Sakpatá.
JOKÉN : Deuses jovens que servem de guias abrindo caminhos para outros Voduns mais velhos passarem. Cultuado no Jêje.
IMOLÉ : É uma entidade sobrenatural que representa os mortos e os ancestrais. São representados por pequenos montes de terra e é batendo a terra que devem ser invocados.
ONILÊ : É um irunmolé cultuado pelos sacerdotes de Eguns. É a primeira entidade a receber as oferendas nas obrigações.É uma entidade sobrenatural, pois representa os mortos e os ancestrais. Usa-se montículos de terra para representa-lo e é batendo ritualmente na terra que devem ser invocados os mortos.
YEBURU ou YE-BI-IRU : Mãe de todos os Orixás. É a mulher de Orumilá, cuja ligação concebeu Exu Elegbara.
YAMASE : É a mãe de Xangô, a esposa de Oranmian ou Araniyan.

9 comentários:

wanderley barbosa disse...

AZAMODÔ, Azanadone ou Azaudônor
Muito provavelmente o mesmo Vodun Tutelar da Casa Grande das Minas do Maranhão (Querebetã de Zomadônu), onde é conhecido por diversos nomes, sendo o mais conhecido Zomadônu. Teria sido o Vodun protetor da fundadora deste histórico, tradicional e importante templo religioso. O culto ao Vodun Zomadônu no Brasil (considerado o principal e mais importante Tohusso da realeza do antigo Daomé , atual Benin) é um forte indicativo que membros da família real tenham fundado a Casa das Minas.
Apaoká – um dos Orixás relacionados ao culto fitolátrico (culto as árvores) em tradições religiosa Nagô ou Nagô-Ketu, como Iroko, Kajapriku, Dankó e o próprio Oxalá. Está fortemente vinculada ao culto a Oxossi, sendo por muitos considerada a mãe mítica deste Orixá. Em algumas versões Apaoká aparece como uma das Iyami Eleye cujos nomes são conhecidos.
Apesar das grandes controvérsias existentes em torno de Iyami Oxorongá, seu culto está intimamente vinculado ao culto aos Funfun, especialmente a Orunmilá, Orixá da Sabedoria e patrono do oráculo Ifá, e a Obatalá, Senhor da Criação.
Toquen – geralmente Divindades (Voduns) jovens que servem de interpretes e guias dos Voduns mais velhos na Casa das Minas. Ocupariam o papel cabível a Legbá que tradicionalmente não é ali cultuado.
Iyá ou Iyá Nilé Grunci – é tida como sendo a Mãe da terra dos Grunci, também conhecida por Iyá Grimborá, foi a Divindade feminina protetora da histórica Sacerdotisa Eugênia Anna dos Santos (Obá Biyi), Mãe Aninha. Ao longo dos tempos essa Divindade foi fortemente sincretizada ou assimilada à Iemanjá.
IyaMassê, Iyá Massê Malé ou Iyá Massê Malé Oriô – Divindade fortemente relacionada ao culto à Xangô no Brasil, onde é tida como sua mãe. É possível que Iyá Massê seja um título de Torossi, a filha de Elempê.

felix marinho disse...

Ajê Chalunga é tida como a Dona da riqueza, posição social muito cobiçada pelos yorubás.Está particularmente relacionada ao comércio, onde é representada na forma de dois grandes búzios marinhos, um "macho" e outro "fêmea". Um deles é conhecido por "orelha - de - elefante", o maior. Nos mitos é descrita como sendo uma das filhas de Olokum,a mais jovem. Apesar de ser cultuada como sendo um Orixá não baixa, nem é iniciada na cabeça de ninguém. Geralmente seu culto está associado ao culto à outras Divindades, como Oxum, Iemanjá e Xangô. Dizem haver rivalidades entre Ajê Chalunga e Exú, possivelmente uma aluzão ao antigo mercado africano, outrora um dos principais redutos femininos na cultura yorubá.

felix marinho disse...

Àyízàn,Ayzan,René Ayzan
A mais antiga Divindade da terra, simboliza a crosta terrestre,os ancestrais e a morte. Em templos religiosos tradicionais jeje é assentada em um montículo de terra oculta sobre uma vasilha emborcada ou em uma jarra de barro repleta de furos que é colocada próxima a cactos chamados de palma. Se diz que Ayzan é oriunda de Allada, no Benin, onde muitos de seus santuários encontravam-se localizados nas praças e mercados públicos.
Na Religião Vodu do Haiti o culto a Ayzan é muito marcante, podendo mesmo ser considerado o mais relevante em toda a diáspora,é chamada de Gran Ayzan e Ayzan Velekete.
É a principal Loa do culto Vodu sendo considerada a Grande Mambo(Sumo Sacerdotisa), está intimamente relacionada aos ritos de iniciação(kanzo), protegendo e ajudando no processo de aprendizado dos iniciados. Devido a isso a primeira aparição pública dos iniciados será em sua homenagem. Seu principal Vèvé simboliza a caixa torácica dos iniciados, a pureza e a iluminação da iniciação. Bem como as franjas de palmeira que a simbolizam por excelência, expressando o mistério e segredo que envolvem a própria iniciação. Está relacionada aos Loas Legbá e Loko.
Sua saudação no Brasil é Áhò gbò gbòy Àyízàn!

felix marinho disse...

Iyá ou Iyá Nilé Grunci – é tida como sendo a Mãe da terra dos Grunci, também conhecida por Iyá Grimborá, foi a Divindade feminina protetora da histórica Sacerdotisa Eugênia Anna dos Santos (Obá Biyi), Mãe Aninha. Ao longo dos tempos essa Divindade foi fortemente sincretizada ou assimilada à Iemanjá.
Contasse que Mãe Aninha teria sido iniciada para essa Divindade por seus pais carnais ainda criança dentro dos preceitos rituais tradicionais da etnia Grunci. Apesar do seu título de Mãe da Terra dos Grunci é uma Divindade relacionada as águas, elemento natural que aparece simbolizado em vários de seus motivos simbólicos.
Seu santuário é descrito como repleto incontáveis e variadas conchas, destacando-se uma fonte viva. Sendo proibido o uso de luz elétrica. Junto a Iyá, são cultuadas outras Divindades dos Gruncis, como Kajapriku ou Akajapriku. Esse panteão de Divindades recebem culto exclusivo no Axé Opô Afonjá,sendo que não sabemos se ainda são cultuadas em seus locais de origem na África.

felix marinho disse...

APAOKÁ - divindade integrante do culto fitolátrico de adoração as árvores, sendo no Brasil associada a jaqueira. Em templos religiosos tradicionais é especialmente reverenciada dentro das celebrações anuais ao Orixá Oxossi, pois é considerada sua mãe mítica. Alguns acreditam que Iyá Apaoká seja uma das Iyamis cujos nomes são conhecidos. Essa relação talvez seja devido a sua forte ligação com a jaqueira, árvore associada as Eleyé.

felix marinho disse...

Badé(Gbade)- o mais jovem dos Vodun que integra da Família de Queviossô(Héviosô-so:raio;raio de Héviê), panteão de divindades vinculadas as tempestades, a fortes chuvas torrenciais, ao raio, ao trovão e ao fogo. Englobando ainda as divindades do mar e das águas.
Nunes Pereira nos revela que na Casa Grande das Minas entre as jarras votivas dispostas no pódôme do Comé sagrado as maiores são as de Zomadonu (a maior de todas) e de Badé. Na Casa das Minas Badé é homenageado no dia de São Pedro, quando baixa não fuma e não fala. Ali é considerado irmão de Loko e irmão gêmeo de Abê, que lhe serve de interprete, pois fala. Se diz ainda que é muito mimado por sua mãe mítica Sogbô. Sua cor predileta é o azul.
Nochê Andresa Maria nos deixou várias saudações ao Vodun Badé, sendo uma delas feita quando o relâmpago se "abre" no céu.
Em Abomé se diz de Badé (Gbadé):o mais turbulento e violento integrante da Família do Raio. Ouve-se sua voz nas grandes trovoadas. É ele quem envia o raio que mata e estraçalha os corpos. Sua mãe sempre procura acalmá-lo e, para transportá-lo à terra, deu-lhe Aido-Hwedo, a serpente arco-íris. Badé pude os feiticeiros, malfeitores e mentirosos derrubando as árvores em cima deles e destruindo o que estiver embaixo.
Outrora na Bahia,em templos de tradição Jeje, havia uma cerimônia que rememorava uma passagem mítica em que Badé ao perder o colar real de seu pai Sogbô sai pelo mundo a procurá-lo.
Sogbô - nos candomblés Jeje da Bahia é considerado um Vodun masculino; no Tambor de Mina do Maranhão é considerado um Vodun feminino, Nochê ou Mamãe Sogbô.

felix marinho disse...

Depois de Exú, Iyá mi Oxorongá é a mais contraditória, antagônica e enigmática divindade Nagô-Yorubá chegada ao Brasil. Apesar de estar intimamente vinculada ao sistema oracular Ifá e figurar em simbolismos presentes nas antigas coroas dos reis yorubá é descrita como perniciosa, antissocial e destrutiva. Descrições incondizentes ao próprio nome que lhe é atribuído, Minha Mãe.

A principal e mais significativa referência sobre Iyá mi Oxorongá que nos chega da África é fornecida por Pierre Verger, que reproduz através de inúmeros textos as informações que lhes foram transmitidas pelos Babalaôs.

Contudo esses textos pouco esclarecem, já que estão estão impregnados de metáforas,forte simbolismo e referências a prováveis períodos históricos muito remotos, características peculiares a linguagem do Ifá.


Ao que tudo indica o conceito original cabível a Iyá mi Oxorongá foi perdido entre os africanos comuns, sendo no entanto conhecido e preservado por um grupo restrito e bastante seleto.

A justificativa para essa deturbação estaria atrelada a uma submissão feminina e a novos conceitos culturais implantados pelo domínio europeu. E talvez muito antes, com a penetração do islamismo, levado a África pelos comerciantes árabes em tempos remotos.

Isso fica evidente na associação feita entre Iyá Mi e a bruxa européia, em verdade últimas representantes de um conhecimento milenar, suplantado pelo advento da imposição do cristianismo.

Todas as deusas nagô-yorubá (sem exceção), cultuadas na diáspora refletem particularidades pertinentes a mulher do passado africano. Antes de serem mães, são altivas, inconstantes, aguerridas, passionais e independentes. Características inimagináveis em uma África patriarcal e contemporânea.

Como podemos perceber não é estranho que Iyá mi Oxorongá, representante de todas as mulheres deste passado perdido, fosse demonizada e comparada a Lilith ou a Eva que induziria Adão ao pecado original.



Mari Souza Oliveira disse...

Sabe mais alguma coisa sobre Iyá Massemale?

Mari Souza Oliveira disse...

Sabe mais alguma coisa sobre Iyá Massemale?